Publicado por: statistixstatistix em: 20 abril 2011
Nos últimos anos o Inter vem confirmando uma tendência.
Desde meados da década passada ouvimos que o Inter tem um dos melhores elencos do país.
O resultado se vê pelos resultados obtidos – títulos internacionais, um BI da Libertadores em um intervalo de 4 anos, algo impensável há 10 anos quando tínhamos a alcunha de “apenas” Nacional. Mundial de Clubes, Sul-Americana, Recopa, Suruga Cup … a torcida lambuza-se depois de duas décadas amargas de seca.
Assim como nos anos 70 – quando comecei a me interessar mais de perto pelo futebol e, contrariando a escolha da família inteira fui torcer pelos vermelhos, hoje é bom ser colorado.
Mas além do bom elenco, outra tendência é o grande ponto de interrogação que vem sendo escolhido para, digamos, “pilotar” essa boa máquina.
Se a torcida fosse consultada a maioria esmagadora diria que sente saudades de Abel Braga.
O Internacional adicionou o Inter ao Nacional pelas mãos de Abel em 2006. Em 2007 Abel saiu dando lugar a Alexandre Gallo. A este cabia dar sequência ao bom momento mas ao fim de poucos meses o que ele deu foi o lugar para … Abel Braga. Abelão, unanimidade na casamata, junto com Fernandão, Iarley & Cia são presença certa na Galeria da Fama Vermelha. Problemas de vestiário? Talvez, mas os títulos ficaram.
No suposto “desmanche” … Abel foi para o Oriente Médio, Fernandão idem … Iarley inacreditavelmente foi parar no Goiás … uma mudança que a torcida não entendeu bem. Mas … a boa fase permaneceu. O “bom elenco” permaneceu mesmo com a mudança de algumas peças.
Só que foi aí que instalou-se o Ponto de Interrrogação na casamata.
Veio Tite. Com fama de “Gremista” e pastor das suas “ovelhinhas”. Mas deu resultado, trouxe a Sul-Americana. Título inédito entre clubes brasileiros, Inter Campeão de Tudo. No ano seguinte os resultados não vieram … a derrota na Copa do Brasil, a derrota na Recopa para a LDU … o sonhado tetra do Brasileirão escorregando por entre os dedos. Quando foi hora de trocar deram garantias de permanência, quando a maionese havia desandado de vez, trocaram o desgastado Tite por Mário Sérgio.
Mário Sérgio Pontes de Paiva, craque em campo, outro Ponto de Interrogação na casamata. Tite deixou o Inter em boa posição na tabela, Mário Sérgio pegou o bonde andando e, sem fazer grandes mudanças, chegou ao vice-campeonato (o terceiro desde 2005). Com contrato por tempo definido, sem renovação possível para o ano seguinte, Mário Sérgio deixou o Inter tão tranquilamente quando chegou – atingiu 63% de aproveitamento nos jogos que dirigiu num campeonato em que o Inter teve 57% … nada muito diferente do que estava sendo feito pelo antecessor.
Sem treinador o Inter arrisca. E traz um “signo de interrogación” – Jorge Fossati. Aos trancos – perdendo o Gauchão mas indo adiante na Libertadores Fossati chega até a parada da Copa do Mundo. Mas o 15º no Brasileirão com um aproveitamento de 33% (culpa da Libertadores e suas prioridades) e sem cair nas graças da torcida Fossati baila. A expectativa forma-se na torcida, e vem o balde de água fria. Celso “dragster” Roth.
Dragster. Bom de arrancada mas ruim na sequência, em 4 jogos Roth conquista o BI da Libertadores. Mas a velha (desculpa da) prioridade tira o Inter da disputa do título do Brasileirão. E o inexplicável tira o Inter da final do Mundial de Clubes. Não há mais dúvidas para a torcida. Celso Roth confirmando Celso Roth encerrou mais uma passagem pelo Inter. Mas o inexplicável mantém Celso Roth no comando do Inter para 2011, em mais um ano de Libertadores. Perplexidade.
Enquanto isso, no lado Azul da Força, o craque-ídolo leva o eterno rival à Libertadores.
A velha desculpa da prioridade tira o Inter da disputa do primeiro turno do Gauchão. E o Grêmio papa o título. Mordido, o Inter muda de postura. E agora, com jogos mais acirrados na própria Libertadores se vê obrigado a acirrar ânimos para não entregar o campeonato prematuramente ao rival.
E nesse meio, com a desculpa de que .. olha, não dá mais (o quê??? Mas só agora????) dispensam Celso Roth. Olhos e corações voltam-se para o Oriente Médio … para o Abelão. Mas a diretoria pensa diferente (ou a torcida é que não sabe de tudo o que rolou na saída de Abel em 2008) e para a casamata traz um craque-ídolo colorado. Onde é que eu vi uma história parecida? Ah, logo ali.
Falcão. Incontestável ídolo. Inatacável. O novo dono da casamata do Beira-Rio. Um novo ponto de interrogação, o que já não é novidade. Em três anos é o quinto.
O que mais dizer? Boa sorte para nós todos. Vai que na insistência o negócio dá certo.
Em 2011 temos o Gauchão, a Libertadores e o Brasileirão. Vamos ver se o ano termina com alguma taça no armário.
Statistix
20 abril 2011 às 3:34 pm
ao muito bem questionado ponto de interrogação do amigo Statistix, eu gostaria de perguntar. E se voltarmos a 2005? o Ponto de Interrogação chama-se Muricy Ramalho, ou o Abel é que seria o Ponto de Interrogação a seguir?
o Muricy alias conta com uma torcida fiel que sempre lembra dele a cada troca de ponto de interrogação no colorado.
“são perguntas tão tolas de um petroleiro, não ligue, não ouça, são pontos de interrogação… (gonzaguinha)
oriente peytroleiro em directo da bolivia